Centro Cultural da FUSVE/USS
Palacete Barão de Itambé será transformado em Centro Cultural da Fusve/USS


Futuras instalações do Centro Cultural da FUSVE/USS

Parte do Conjunto Urbanístico e Paisagístico tombado pelo IPHAN em Vassouras, o Palacete Barão de Itambé adquirido pela Fundação na década de 90, abrigará em breve o Centro Cultural da Fusve/USS, concebido através de uma proposta inovadora de ressignificação do espaço em parceria com a comunidade local.

O Centro Cultural atuará por meio da realização de projetos transversais e com recursos oriundos de projetos de captação e leis de incentivo fiscal, além de parcerias firmadas com o poder público e privado, e pretende ser um dos elos entre a universidade, a comunidade e as manifestações culturais da região, servindo ainda como estrutura de apoio logístico e funcional da instituição para incubadoras, laboratórios e eventos como exposições, reuniões, seminários, congressos e outros.

Em reforma desde 2004, a previsão é de que a conclusão das obras do Palacete e a implantação do Centro se dêem em novembro de 2009, precisamente no 20 de novembro (dia da Consciência Negra).

A idéia de resignificação do espaço passa por uma profunda reflexão histórica e social e carrega consigo bastante simbolismo, inclusive quanto ao dia escolhido para a inauguração do Centro. Localizado em um ponto estratégico da cidade, o Palacete Barão de Itambé possui um corredor que liga diretamente o centro histórico ao pelourinho. Esse corredor, que será denominado Corredor Cultural Epifânio Moçambique (em homenagem à um quilombola que lutou com Manuel Congo no levante escravo ocorrido na região em 1839) foi especificamente um dos grandes motivos que incentivaram a implantação do Centro Cultural no Palacete Barão de Itambé. O centro histórico funciona como uma espécie de cinturão sócio cultural limitando os objetos geográficos a memórias muito aquém da real formação social do lugar. O único espaço/monumento de referencia explicita a afro-brasilidade é o memorial Manoel Congo, que, porém, está fora deste cinturão e conseqüentemente distante do conhecimento e circulação pública, tanto de moradores como de visitantes O corredor simboliza a ligação entre dois mundos que não podem ser vistos de forma dissociada.

Alinhada às políticas de preservação do patrimônio cultural que se intensificam cada vez mais no Brasil e no mundo, a Fundação Educacional Severino Sombra, mantenedora da Universidade, compreende que nosso patrimônio cultural em toda a sua diversidade de manifestações, material e imaterial, tangível ou intangível é a fonte primária de conhecimento e aprendizado, e que isso deve ser usado e explorado na educação como instrumento de afirmação da identidade, da motivação individual e coletiva para a prática da cidadania e o estabelecimento de um diálogo entre as gerações.  

O imóvel situa-se à rua Barão do Tinguá, 3, Centro,  Vassouras, (ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição).

Fonte: Assessoria de Marketing